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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ECONOMIA: Juros mais altos – Como fica para endividados e investidores?

Juros mais altos – Como fica para endividados e investidores?

Duas notícias recentes relacionadas aos juros são assustadoras para que está endividado ou precisará fazer empréstimos ou parcelamentos. Na última reunião de 2013, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a sexta elevação consecutiva da taxa básica de juros (Selic) da economia em 0,50 ponto porcentual, voltando ao patamar de dois dias, à 10% ao ano.

Além disso, o Banco Central divulgou nesta quinta-feira (28) que os juros bancários médios dos empréstimos para pessoas físicas aumentaram 1,1 ponto percentual em outubro deste ano, para 38,3% ao ano – com a alta da Selic a expectativa é que aumente ainda mais nos próximos meses.

Assim, para que tem dívidas chegou a hora de acender o sinal de alerta, parar para ver o quanto de juros está pagando. Pode ter certeza que a falta de preocupação com os juros poderá ocasionar sérios problemas com as dívidas e inadimplência no futuro, pois, é isso que ocasiona a bola de neve que acaba com as finanças faz famílias.

É primordial combater esse problema, alerto que é preciso descobrir a causa deste endividamento, a maior parte do endividamento das famílias brasileiras é gerado por desequilíbrio financeiro, ou seja, gastar mais do que se ganha. É preciso reestruturar o orçamento financeiro ou assumir o controle financeiro.

O pagamento de juros deve ser evitado e para isso é preciso criar o hábito e costume de poupar antes de gastar, quando entramos no endividamento mesmo que com taxas de juros menores, gastamos mais dinheiro e certamente com isto deixamos de realizar outros desejos e necessidades. É preciso construir uma nova cultura com relação à administração de nosso dinheiro e para isso temos que aprender a evitar os impulsos e apelos do marketing publicitário e do crédito fácil, mesmo com a queda do juros que é um grande incentivador do consumo. Cuidado para não comprar aquilo que não sonha, com o dinheiro que não tem, para impressionar pessoas que muitas vezes nem conhecemos.

Já para quem não está endividado, mas quer entrar em uma linha de parcelamento, empréstimo ou financiamento é o momento de pensar melhor antes de cair nesse rumo, já que o aumento da taxa de juros deixa esses mais caros, forçando o consumidor a comprar menos e, com isso, evitando uma pressão inflacionária. As compras desenfreadas que as pessoas estão expostas atualmente tendem a reduzir.

Aplicações tendem a render mais

Por outro lado, a taxa de Juros tem reflexo direto na poupança, sendo uma ótima notícia para quem tem essa aplicação, com o aumento da rentabilidade. O que ocorre é que, desde 2012, o governo atrelou as aplicações feitas, de 4 de maio de 2012 em diante, na poupança aos juros básicos da economia, rendendo 70% da aplicação, mais a Taxa Referencial, quando a taxa básica estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano.

Isso faz com que esta aplicação continue a ser interessante se comparada aos rendimentos de outros fundos de renda fixa, já que na poupança pode-se sacar o dinheiro a qualquer momento e não se cobra taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR).

Outro reflexo da elevação da taxa de juros é o aumento do rendimento das demais aplicações de renda fixa, quando essas estão atreladas aos juros, como é o caso dos CDBs pós-fixados, fundos DI e Letras Financeiras do Tesouro, vendidas via Tesouro Direto.

Mas, a pergunta que muitos me fazem é se isso significa que devemos direcionar todos nossos recursos a essa aplicação. Não, na verdade chegou o momento de uma análise aprofundada para quem for aplicar, definindo claramente os objetivos, e direcionando o dinheiro. Em uma primeira análise posso afirmar que para investimentos de curto prazo é interessante colocar seu dinheiro nesta modalidade.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Eu Mereço Ter Dinheiro, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país, Apostila de educação financeira para o ensino EJA e Jovem Aprendiz.


FONTE: Jornalista: Paulo Fabrício Ucelli
Editora DSOP.

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